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DE AMÉLIA À MARIA DA PENHA
     DE AMÉLIA Á MARIA DA PENHA
 
 O Feminicídio continua firme e forte
A música famosa cantada nunca envelhece
Exaltava uma mulher que fez tão pouco
Por ser uma anônima dentro de um ego
AMÉLIA É QUE ERA MULHER DE VERDADE
AMÉLIA NÃO TINHA A MENHOR VAIDADE
Será?
 
Amélia quietinha, que passava fome
Ao lado de um homem   que dizia amá-la
Dizia achar bonito não ter o que comer
Falsa Amélia o que você sentia era medo
Medo, apenas medo.
 
Amélia tão boazinha, encolhe-se
Mas ainda tenta mudar o homem que ama
Vem a primeira ofensa, ela desculpa
Uma agressão mais forte, Amélia, encolhe
Amélia não é psicóloga e tem medo de um BO
 
Mas lá do Norte do Brasil, uma outra mulher
Sofre, apanha nas mãos do companheiro
Essa mulher encarna a personagem
De Maria Bonita e, grita seu basta sem espada,
Só com um grito de BO e, exigindo uma LEI
Nasce a Lei MARIA DA PENHA
Tendo a palavra como espada
Maria da Penha
Corpo mutilado, coração machucado
Companheiro inocentado?
Maria, mulher coragem
Nasce a Lei MARIA DA PENHA
Não em defesa própria, mas em defesa da mulher
Do respeito, da vida e da justiça.
A nós mulheres, cabe fazê-la ser cumprida de fato.
Não sofra sozinha, a Amélia acordou,
Cansou de ser mulher perfeitinha
Mas sem nenhuma autonomia
A Cinderela, descobriu que seu príncipe era fake
Deixou-lhe um sapatinho e levou sua vida
 
Esse é o espaço entre o céu e o inferno
Aja, antes do ato fatal. Feminicídio não
Basta de ouvir todos os dias, a notícia recorrente
-Mais uma mulher vítima de feminicídio
Em casa, no parque, na rua, em qualquer lugar
Queremos ser amadas por homens de verdade
Quem ama não mata
 
 
 
 
 
 
 
 
    
vera lucia Calza
Enviado por vera lucia Calza em 16/02/2020


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Imagem de cabeçalho: Sergiu Bacioiu/flickr